A Linguagem Simples

O que é

Linguagem Simples é tradução do termo em inglês plain language – literalmente, “linguagem simples”.

É um campo de prática consolidado especialmente em países de língua inglesa, mas ainda pouco conhecido no Brasil.

A expressão plain language foi consagrada por movimentos sociais internacionais a partir dos anos 1970. Naquele período, consumidores e cidadãos em diversos países passaram a exigir que textos e documentos fossem mais fáceis de ler e entender.

Não existe uma definição universal de Linguagem Simples. Nós trabalhamos com a seguinte perspectiva:

Linguagem Simples é um conjunto de práticas de comunicação que facilitam a leitura e a compreensão de textos e documentos.
Tem a intenção de minimizar as dúvidas de quem lê.
Considera o público-alvo para organizar as ideias, escolher as palavras mais familiares, estruturar as frases e determinar o design.
Evita jargão e termos técnicos. Mas, se for inevitável, deve explicá-los. Sempre testa se o público-alvo entendeu bem o texto antes de publicá-lo.
O objetivo é que um texto em linguagem simples seja entendido logo primeira leitura. A pessoa consegue localizar com rapidez a informação, entendê-la e usá-la.

A Linguagem Simples tem um pé na empatia e outro na simplicidade.
Mas, atenção! Simples, sempre. Simplório, nunca.


Como escrever

Não há livros publicados em português com orientações específicas para uso de Linguagem Simples.

A Comunica Simples oferece palestras, cursos e treinamentos presenciais e online para ensinar a técnica.

Conheça e compre o livro ‘Clareza em textos de e-gov, uma questão de cidadania’, de Heloisa Fischer, o primeiro sobre Linguagem Simples lançado no Brasil.

O livro não aborda a técnica de redação. O seu objetivo foi traçar um breve histórico do movimento mundial pela clareza na comunicação escrita, com foco na transformação digital de governos.

Heloísa reproduz uma brevíssima síntese das orientações do livro Oxford Guide to Plain English (Oxford University Press, 2013), de Martin Cutts, a principal referência na bibliografia internacional sobre o tema.


Antes e depois

Hospital Federal da Lagoa (Folheto)

Até 2016, o Hospital da Lagoa, na zona sul do Rio de Janeiro, distribuía um folheto com dicas para prevenir infecção hospitalar era de difícil leitura.

Havia uma massa de texto grande, com muitos termos técnicos e nenhuma imagem.

ANTES:

Uma leitura pouco convidativa para informações de extrema importância.

Heloisa Fischer foi voluntária do Hospital da Lagoa e teve a oportunidade de reescrever o folheto em linguagem simples.

A direção do hospital aprovou as mudanças e o folheto passou a circular em nova versão.

DEPOIS:

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